Maduro reclama de agressão após Trump bombardear narcotraficantes venezuelanos

Enquanto os Estados Unidos atacam, pela segunda vez em 13 dias, embarcações venezuelanas usadas pelo narcotráfico no Mar do Sul do Caribe, o ditador Nicolás Maduro reage com retórica de guerra: acusa Washington de preparar uma “agressão de caráter militar” contra a Venezuela.

“Há uma agressão em andamento, de caráter militar, e a Venezuela está autorizada pelas leis internacionais a enfrentá-la.”

Maduro não para por aí. Para ele, os EUA estariam orquestrando uma ofensiva total:

“É uma agressão judicial, quando nos criminalizam; é uma agressão política, com declarações ameaçadoras diárias; é uma agressão diplomática; e é uma agressão no caminho da natureza militar.”

Trump responde com fogo: “Caçaremos quem transporta drogas que matam americanos.”

Horas após as acusações do regime chavista, o presidente Donald Trump anunciou o segundo ataque cinético contra narcotraficantes venezuelanos em águas internacionais — com três mortos.

“Nesta manhã, sob minhas ordens, as forças militares dos EUA conduziram um segundo ataque cinético contra cartéis extraordinariamente violentos do tráfico de drogas e contra narcoterroristas. O ataque ocorreu enquanto esses narcoterroristas da Venezuela estavam em águas internacionais transportando narcóticos ilegais, a caminho dos EUA. Esses cartéis do tráfico representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e aos interesses vitais dos Estados Unidos. O ataque resultou em três terroristas mortos em ação.”

E deixou claro:

“Se você está transportando drogas que possam matar americanos, nós o caçaremos.”

“Querem roubar nosso petróleo, como na Líbia e Síria, alega Maduro.

O ditador Maduro, cercado por sanções e acusações de narcoterrorismo, insiste que o objetivo dos EUA é derrubá-lo:

“É uma operação militar para amedrontar e para buscar uma mudança de regime, desestabilizar a Venezuela, parti-la em pedaços, como fizeram com a Líbia e com a Síria, e apoderar-se e roubar nosso petróleo, nosso gás, nosso ferro e nosso ouro, e isso não aconteceu, nem vai acontecer.”

Militar venezuelano: “Trump legitima ação para derrubar Maduro e colocar Edmundo González

O general de brigada Antonio Rivero González, analista militar, afirmou que a ação dos EUA pode se expandir:

“A ação militar dos Estados Unidos deverá incluir, a qualquer momento, posições de líderes do cartel encabeçado por Maduro, Diosdado Cabello e Vladimir Padrino López.”

E acrescentou:

“Ao colocar a denominação de narcoterrorista ao regime de Maduro, Trump legitima uma ação para derrubá-lo do poder e para substituí-lo por Edmundo González e por María Corina Machado.”

Já Jose Vicente Carrasquero Aumaitre, professor de ciência política da Universidad Simón Bolívar, desmonta a narrativa de Maduro:

“Os Estados Unidos mantêm presença na região para evitar que o narcotráfico siga utilizando essa extensa área para suas operações. É preciso ter em mente que há muito tempo a Venezuela não exerce controle sobre esse território marítimo. Prova disso são as duas embarcações destruídas pela força militar americana.”

E conclui:

“A Casa Branca não reconhece Maduro como presidente e, ao mesmo tempo, imputa-lhe os crimes de narcotráfico e terrorismo.”

Contexto: 11 mortos no primeiro ataque — e relações diplomáticas rompidas há 6 anos

O primeiro bombardeio ocorreu em 2 de setembro, com 11 mortos, segundo Trump. As relações diplomáticas entre EUA e Venezuela estão rompidas desde 2019. Tentativas recentes de reaproximação — como troca de prisioneiros e deportação de migrantes — não mudaram o rumo: Washington trata Maduro como chefe de um cartel, não como chefe de Estado.

Foto: AFP

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