DREX: O que o Banco Central não quer que você saiba

Drex

Introdução: O que o Banco Central não quer que você saiba sobre o DREX

O documento oficial “Relatório do Piloto Drex | Fase 1”, publicado pelo Banco Central do Brasil, apresenta-se como um estudo técnico sobre inovação financeira. Mas uma leitura atenta — sem viés ideológico, apenas com olhos abertos — revela um projeto de engenharia social e controle financeiro sem precedentes na história do Brasil.

Não se trata de “modernização”. Trata-se de construção de uma infraestrutura de vigilância e coerção em tempo real, disfarçada de “tokenização” e “eficiência”.

Abaixo, revelamos as brechas autoritárias escondidas nas entrelinhas do próprio relatório do BC — brechas que, se não forem bloqueadas agora, transformarão cada brasileiro em um número rastreável, bloqueável e programável.


1. Controle Financeiro Total: O Fim da Propriedade Privada

“A autoridade sobre o token deve ser capaz de transferir total ou parcialmente o saldo de token de qualquer carteira, exclusivamente em casos excepcionais previstos em lei, regulamentação ou contrato, e mediante registro detalhado da operação.”
Relatório Drex, Seção 3.1, item b

O que isso significa?
O Estado — por meio do Banco Central — reserva para si o direito legal de mover, confiscar ou congelar seu dinheiro a qualquer momento, bastando invocar “lei, regulamentação ou contrato”. Não há necessidade de ordem judicial prévia. Basta um decreto, uma portaria, uma “emergência”.

Perigo:

  • Confisco digital sem aviso.
  • Bloqueio de salários, aposentadorias ou benefícios por “comportamento inadequado”.
  • Implementação de “imposto negativo” ou “validade do dinheiro” — como já ocorre na China.

2. Controle Geográfico e Social: O Cidadão como Dado

“Os participantes que não estão envolvidos na transferência de um token não devem ter acesso a essa informação, garantindo a confidencialidade e a integridade dos dados transacionados.”
Relatório Drex, Seção 3.1, item d

O que isso NÃO diz — mas implica:
Enquanto promete “privacidade entre participantes”, o documento não garante privacidade contra o Estado. Pelo contrário: o BC se coloca como única autoridade com visão total de todas as transações.

“A autoridade sobre o token deve possuir acesso à consulta de todas as operações realizadas com o token e os saldos de token de todas as carteiras…”
Relatório Drex, Seção 3.1, item a

Perigo:

  • O governo saberá exatamente onde você gasta seu dinheiro: igreja, compras no exterior, doação de campanha, livraria conservadora, moedas estrangeiras.
  • Poderá restringir gastos em categorias “indesejadas”: combustível, carne, armas, apostas, doações a ONGs.
  • Poderá criar “zonas de exclusão financeira”: bairros, cidades ou estados onde certos gastos são bloqueados — punindo regiões que votaram “errado”.

3. Autoritarismo Jurídico: A Lei do Mais Forte

“É essencial que as autoridades tenham visibilidade e controle sobre o token para cumprir suas obrigações legais, regulamentares ou contratuais.”
Avaliação do BC sobre Anonymous Zether, Rayls e Starlight (Seções 3.3.1.2, 3.3.2.2, 3.3.3.2)

O que isso esconde?
O BC admite que nenhuma solução de privacidade testada foi aceita — porque nenhuma permitia controle total do Estado. As tecnologias que garantiam anonimato (como ZKP — Prova de Conhecimento Zero) foram rejeitadas explicitamente por impedirem o monitoramento estatal.

Perigo:

  • O Estado se coloca acima da privacidade, acima do sigilo bancário, acima da LGPD.
  • Qualquer lei futura — por mais absurda — poderá ser executada automaticamente via Drex: proibição de comprar livros, restrição de viagens, bloqueio de acesso a medicamentos.
  • Sem necessidade de julgamento, sem direito de defesa e sem recurso.

4. Programabilidade: Drex como Arma Secreta de Controle Social

“A programabilidade da solução depende da capacidade da linguagem Zolidity em suportar as características do negócio.”
Avaliação do BC sobre Starlight, Seção 3.3.3.2

O que é “programabilidade”?
É a capacidade de inserir regras automáticas no dinheiro. Exemplos:

  • Dinheiro que expira em 30 dias se não for gasto.
  • Benefício social que só pode ser usado em farmácias ou supermercados — não em bares, igrejas ou cassinos.
  • Salário que não pode ser doado a partidos de oposição.
  • Recursos que são bloqueados automaticamente se o cidadão participar de um protesto não autorizado.

Perigo:

  • O dinheiro deixa de ser neutro. Torna-se uma ferramenta de engenharia comportamental.
  • O Estado decide não apenas quanto você tem, mas como, quando e onde você pode gastar.
  • Liberdade econômica — e, por extensão, liberdade individual — deixa de existir.

5. Centralização Disfarçada: A Mentira da “Descentralização”

“Optou-se por não adotar a arquitetura [de computação confidencial] nos testes do piloto, especialmente devido à: descentralização – o piloto Drex pressupõe um ambiente descentralizado […] Entretanto, com computação confidencial, o ambiente se torna mais centralizado.”
Relatório Drex, Seção 3.2.3

A ironia cruel:
O BC rejeita soluções por serem “muito centralizadas” — mas constrói uma plataforma onde ele mesmo é o único validador, o único permissionador, o único dono da chave mestra.

“A administração do acesso está centralizada, sob o controle do BC.”
Relatório Drex, Seção 2.2.6

Perigo:

  • Não há “descentralização”. Há concentração de poder absoluto nas mãos do Estado.
  • Nenhum banco, nenhuma empresa, nenhum cidadão terá autonomia. Todos serão nós subordinados à rede controlada pelo BC.
  • Em caso de falha, erro ou abuso, não há backup, não há apelação, não há saída.

6. Vigilância em Tempo Real: O Panóptico Financeiro

“O BC se capacitou para monitorar os processos relacionados ao Drex de Varejo (por meio de interfaces web), permitindo o acompanhamento dos testes realizados no piloto.”
Relatório Drex, Seção 1.5.2.a

O que isso antecipa?
Um painel de controle em Brasília, onde burocratas poderão:

  • Ver em tempo real quanto dinheiro cada cidadão tem.
  • Rastrear cada compra, cada transferência, cada doação.
  • Cruzar dados com outros sistemas estatais: Receita Federal, polícia, INSS, SUS.

Perigo:

  • Perseguição política: ativistas, jornalistas, pastores, empresários incômodos terão suas contas monitoradas — e congeladas — preventivamente.
  • Discriminação algorítmica: cidadãos “de baixo score social” terão acesso restrito a crédito, emprego, até transporte.
  • Terrorismo de Estado: o simples fato de receber dinheiro de um “inimigo do regime” pode levar ao bloqueio total de sua vida financeira.

7. A Bomba-Relógio: Imutabilidade vs. Direito ao Esquecimento

“A imutabilidade preconizada na Plataforma Drex assegura a integridade dos registros. No entanto, essa característica pode entrar em conflito com o direito ao esquecimento, um princípio na legislação de proteção de dados.”
Relatório Drex, Seção 5.7

O que isso revela?
O BC sabe que está construindo um sistema onde nenhum erro, nenhuma transação, nenhuma opinião financeira poderá ser apagada. Tudo ficará registrado — para sempre.

Perigo:

  • Um jovem que doou R$ 50 para um candidato “errado” em 2025 terá isso registrado para sempre — e poderá ser punido em 2035, 2045…
  • Empresas que financiaram causas “impopulares” serão boicotadas, multadas ou fechadas com base em registros imutáveis.
  • O Estado terá um arquivo perfeito de dissidência — e usará isso para eliminar opositores sistematicamente.

Conclusão: O DREX não é dinheiro. É uma algema digital.

O relatório do BC não mente. Ele apenas não diz tudo. Entre linhas técnicas e jargões de blockchain, está escrito em letras invisíveis: “O cidadão será monitorado, controlado e condicionado — e chamarão isso de progresso.”

Este não é um alerta ideológico. É um alerta factual, baseado no próprio documento oficial.

“É essencial que as autoridades tenham visibilidade e controle sobre o token…”

Essa frase, repetida como um mantra no relatório, é a confissão do autoritarismo. O Estado não quer apenas ver seu dinheiro. Quer controlar sua vida.


O que fazer?

  1. NÃO DEPENDA DO ESTADO. Diversifique ativos: dólar, ouro, criptoativos, propriedades fora do Brasil.
  2. EXIJA TRANSPARÊNCIA. Cobrar audiências públicas, debates no Congresso, participação da sociedade civil.
  3. DENUNCIE. Compartilhe este artigo. Mostre aos seus amigos, familiares, empresários: o DREX é a maior ameaça à liberdade brasileira desde a ditadura militar.
  4. RESISTA. Não aceite o inevitável. Nenhum sistema de controle total sobreviveu sem a cumplicidade silenciosa do povo.

O Relatório sobre o Drex que foi usado como base para este post está aqui abaixo. Leia e analise.


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Defendemos a verdade — porque sabemos que, sem liberdade financeira, não há liberdade alguma.

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