Governo Aumenta Imposto de Renda para 17,5% e Taxa Ativos Isentos

Governo Aumenta Imposto de Renda

A decisão que assusta o mercado

O governo decidiu que o investidor de longo prazo estava pagando “pouco imposto”.
Resultado: o IR foi unificado em 17,5% para todos os investimentos, e ativos antes isentos — como LCI, LCA e alguns fundos incentivados — agora serão taxados em 7,5%.

No discurso oficial, a medida “simplifica” o sistema. Na prática, aumenta a arrecadação às custas de quem poupa, investe e financia a economia real.


A pergunta que ninguém quer responder

Quem garante que o governo vai parar por aí?
Se hoje a alíquota subiu para 17,5%, o que impede que vire 20%, 25% ou 30% nos próximos anos?
A história recente mostra que, no Brasil, quando o governo encontra uma nova fonte de receita, ele não larga.


O impacto direto: menos investimento, menos crescimento

Essa decisão não afeta só os “ricos”. Ela atinge:

  • Mercado imobiliário: LCIs financiavam crédito habitacional com isenção — agora o custo sobe, e o preço do crédito também.
  • Agronegócio: as LCAs, que ajudavam a irrigar capital para o campo, ficam menos atrativas.
  • Pequenos investidores: que buscavam alternativas seguras e isentas para proteger patrimônio.

O efeito será reduzir a poupança interna, encarecer o crédito e desestimular o investimento de longo prazo.


O paralelo com a fuga de milionários

O gráfico recente da Henley & Partners é um tapa na cara: o Brasil está entre os países que mais perderam milionários em 2024. Eles não estão apenas levando o dinheiro — estão levando empresas, empregos, inovação e consumo. Estima-se que o Brasil tenha perdido o montante de U$8,4 Bilhões com a saída dos cerca de 1200 milionários.

Enquanto países como Emirados Árabes (+9.800 milionários) e EUA (+7.500) atraem capital com baixa tributação e segurança jurídica, o Brasil decide punir quem investe, poupa e gera riqueza.

Não é coincidência que quem tem opção está saindo.


Cenário provável: um ciclo de empobrecimento

Se o investidor perde confiança no país, o que acontece?

  • Fuga de capitais: primeiro os grandes, depois os pequenos começam a enviar dinheiro para fora.
  • Aumento de juros: para compensar a falta de capital interno.
  • Menos empregos e renda: porque sem investimento não há crescimento.
  • Mais dependência de programas sociais: que exigem mais arrecadação.
  • Espiral viciosa: mais impostos para sustentar a máquina → menos investimento → economia estagnada.

Comparação com economias livres

  • EUA: tributam ganhos de capital, sim — mas oferecem segurança jurídica, regras claras e incentivos fiscais para longo prazo (como Roth IRA e 401k).
  • Emirados Árabes: zero imposto sobre ganho de capital para pessoas físicas. Resultado? É o país que mais atrai milionários no mundo.
  • Suíça e Singapura: baixa carga e previsibilidade, viraram hubs de riqueza e inovação.

No Brasil, temos o pior dos mundos: alta carga tributária + instabilidade + serviços públicos ruins.


Quem paga a conta

A narrativa é de que “estamos tirando dos ricos para dar aos pobres”. Na prática, estamos matando o investimento produtivo para arrecadar alguns bilhões imediatos. E quando o dinheiro acabar? A conta vai bater na porta de quem não tem como fugir: o trabalhador comum, que verá juros mais altos, inflação pressionada e menos empregos formais.


Perguntas que precisam ser feitas

  • Por que punir quem investe no país?
  • Por que taxar instrumentos que financiam habitação e agronegócio?
  • Por que aumentar impostos sem cortar desperdício, privilégios e corrupção?

Nenhum país se tornou desenvolvido punindo a formação de capital. O Brasil, mais uma vez, prefere a solução fácil — e condena o futuro à mediocridade.


Olhar Destro — Fatos. Fé. Liberdade. Sempre com olhar destro.
Defendemos a verdade — porque sabemos que, sem liberdade econômica, não há futuro.

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