O Massacre aos Cristãos na Nigéria

Perseguição aos Cristãos na Nigéria

Um Genocídio Silenciado

Na Nigéria, ser cristão não é apenas uma escolha de fé.
É um ato de coragem.
É um risco mortal.

O país ocupa o 7º lugar no ranking mundial de perseguição aos cristãos, com uma pontuação de 88/100 — um nível extremo de hostilidade.
Mas os números não contam toda a história.

Mais de 106 milhões de cristãos vivem sob ameaça constante.
E mais cristãos são mortos por sua fé na Nigéria do que em qualquer outro país do mundo.

Este não é um relato de “conflito étnico” ou “tensão religiosa”.
É um genocídio sistemático, executado por extremistas islâmicos, tolerado por um Estado omisso e ignorado pelo mundo.


Quem Persegue os Cristãos na Nigéria?

A perseguição vem de múltiplas frentes, mas todas convergem para um único objetivo: apagar o cristianismo da África Ocidental.

Grupos terroristas ativos:

  • Boko Haram: “Educação ocidental é pecado”. Seu nome diz tudo.
  • ISWAP (Estado Islâmico da Província da África Ocidental): ramo do EI, mais organizado, mais letal.
  • Pastores fulani radicais: não são “pastores” no sentido pacífico. São milícias armadas que invadem vilarejos cristãos, matam homens, sequestram mulheres e queimam igrejas.

Esses grupos não atacam apenas por fanatismo.
Eles têm apoio logístico, financeiro e político — e agem com impunidade.


Como a Perseguição Funciona: Um Sistema de Terror

Homens: Alvo para a morte

  • São assassinados em massa durante ataques a vilarejos.
  • Líderes religiosos são sequestrados para resgate, arruinando famílias inteiras.
  • Em estados sob sharia, são presos por “blasfêmia” ou “proselitismo”.
  • São marginalizados no emprego e na educação, mesmo com qualificação.

O objetivo? Eliminar a geração atual de cristãos e impedir que novas famílias cresçam na fé.

Mulheres: Alvo para escravidão

  • São sequestradas e forçadas a se converter ao islã.
  • Sofrem estupro sistemático, casamento forçado e escravidão sexual.
  • Mesmo em campos de refugiados, não estão seguras.
  • Meninas são mantidas fora da escola para evitar sequestro.
  • As que sobrevivem ao abuso são rejeitadas por suas próprias comunidades, vistas como “impuras”.

Uma criança nascida de estupro por um jihadista não é acolhida. É marcada para a exclusão.


A Expansão da Violência: Do Norte ao Sul

Antes, a perseguição estava concentrada nos 12 estados do Norte, onde a sharia é lei.
Hoje, o terror se espalha pelo Cinturão Médio — e já chega ao Sul, historicamente cristão.

  • Igrejas são incendiadas sem investigação.
  • Lavouras cristãs são destruídas para provocar fome.
  • Casas são saqueadas, famílias expulsas.
  • Mais de 16 milhões de cristãos foram deslocados na África Subsaariana — a maioria da Nigéria.

Eles vivem em campos de deslocados internos, sem acesso a água potável, saúde ou segurança.
Muitos nunca mais voltarão para casa — porque não há casa para voltar.

A ONU sabe. A União Africana sabe. O governo nigeriano sabe.
Mas a reação global é o silêncio constrangedor da conveniência diplomática.


Omissão do Estado: A Verdadeira Cumplicidade

O ex-presidente Muhammadu Buhari, muçulmano, ignorou sistematicamente os ataques contra cristãos.
Seu governo nunca classificou o Boko Haram como ameaça prioritária — e nunca puniu os responsáveis.

O atual presidente, Bola Tinubu, também muçulmano, prometeu equilíbrio.
Mas nada mudou na prática.

  • Nenhuma operação militar eficaz foi lançada contra os campos de treinamento do ISWAP.
  • Nenhuma proteção foi dada aos vilarejos cristãos.
  • Nenhum julgamento foi feito contra os líderes fulani que comandam massacres.

A ONU sabe. A União Africana sabe. O governo nigeriano sabe.
Mas a reação global é o silêncio constrangedor da conveniência diplomática.

Enquanto isso, a fé sobrevive — nas ruínas, nas tendas improvisadas, nas vozes que ainda cantam louvores à noite, mesmo quando a qualquer momento os tiros podem voltar.

Enquanto o mundo fala de “mudança climática” e “direitos trans”, milhares de cristãos são apagados da face da terra — em silêncio.


Cristãos de Origem Muçulmana: A Perseguição Dentro de Casa

Quem deixa o islã para seguir a Cristo enfrenta o pior tipo de perseguição: a familiar.

  • São rejeitados pelos pais, irmãos, esposas.
  • São ameaçados de morte pela própria família.
  • Muitos fogem de casa com apenas a roupa do corpo, sem documentos, sem apoio.
  • Vivem escondidos, sem poder frequentar igrejas abertas, com medo de delatores.

Eles não são “convertidos”.
São mártires em vida.


O Que Está Sendo Feito?

A Portas Abertas, em parceria com igrejas locais, atua na Nigéria com:

  • Treinamento de resistência à perseguição
  • Cuidado pós-trauma para sobreviventes de ataques
  • Ajuda emergencial: comida, abrigo, medicamentos
  • Projetos de geração de renda para famílias destruídas

Mas o mundo precisa fazer mais.


Como Você Pode Ajudar?

  1. ORE — pela proteção dos cristãos, pela conversão dos perseguidores, pela coragem dos pastores.
  2. DENUNCIE — compartilhe esta realidade. Não deixe o silêncio matar mais uma alma.
  3. APOIE — doe para organizações como a Portas Abertas, que estão na linha de frente.
  4. EXIJA — pressione governos e ONU a reconhecerem o genocídio aos cristãos na Nigéria.

Conclusão: A Igreja Não Morre — Ela Cresce com o Sangue dos Mártires

Na Nigéria, cada igreja queimada gera dez novas células.
Cada mártir assassinado inspira cem jovens a seguir a Cristo.
Cada mulher sequestrada que resiste à conversão força o inferno a tremer.

“O sangue dos mártires é semente da Igreja.”
— Tertuliano, século II

O mundo pode fechar os olhos.
Mas Deus não fecha.

E enquanto houver um cristão de joelhos na Nigéria,
a Igreja permanecerá de pé.


Olhar Destro — Fatos. Fé. Liberdade. Sempre com olhar destro.
Defendemos a verdade — porque sabemos que, sem liberdade religiosa, não há liberdade alguma.

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