Nobel da Paz: o silêncio ensurdecedor da esquerda
Quando o Comitê Norueguês do Nobel anunciou o nome de María Corina Machado como vencedora do Prêmio Nobel da Paz, o mundo assistiu a um dos momentos mais simbólicos da história recente da América Latina.
Uma mulher perseguida, censurada, caçada por um regime autoritário — e ainda assim imbatível.
Mas o que chamou ainda mais atenção do que o prêmio foi o silêncio ensurdecedor da esquerda latino-americana.
Afinal, onde estão os defensores da democracia? Onde estão os que dizem lutar pelos direitos humanos e pela liberdade dos povos oprimidos?
Quando a opressão parte de um governo de esquerda, o discurso se dissolve, a indignação desaparece e a hipocrisia reina absoluta.
Uma mulher contra o império vermelho
María Corina Machado é hoje o rosto mais poderoso da resistência democrática na Venezuela — um país transformado em ruína moral, política e econômica desde a ascensão de Hugo Chávez e seu herdeiro, Nicolás Maduro.
Cassada politicamente, impedida de disputar eleições e forçada à clandestinidade, ela se tornou o símbolo de uma luta que transcende fronteiras: a batalha contra o autoritarismo travestido de “justiça social”.
Mesmo sob risco de prisão ou morte, María Corina unificou uma oposição fragmentada, inspirou milhões e ousou desafiar o cartel político e narcoterrorista que domina o país.
Seu ato de coragem foi reconhecido pelo Comitê do Nobel, que a descreveu como “um dos exemplos mais extraordinários de coragem cívica na América Latina”.
E, ainda assim, a esquerda silenciou.
Lula e o cinismo que não se disfarça
O silêncio, na verdade, é cúmplice.
Enquanto líderes de todo o mundo parabenizavam a venezuelana pela conquista, Lula — que, por décadas, defendeu, financiou e legitimou o regime chavista — preferiu o silêncio e a ambiguidade.
Foi o mesmo Lula que, meses antes, atacou María Corina Machado ao dizer que “ao invés de ficar chorando”, ela deveria “indicar outro candidato”.
A resposta dela foi um tapa de lucidez:
“Eu chorando, presidente Lula? O senhor diz porque sou mulher? O senhor não me conhece. Estou lutando pelo direito de milhões de venezuelanos que têm direito de votar em eleições livres nas quais derrotarei Maduro.”
Difícil encontrar uma síntese mais perfeita da diferença entre liderança verdadeira e conivência covarde.
A hipocrisia progressista exposta
O Nobel da Paz de María Corina Machado escancara o abismo moral que separa o discurso da esquerda da realidade que ela ajuda a sustentar.
Aqueles que se dizem defensores da liberdade mantêm um silêncio calculado diante de um dos regimes mais brutais do planeta — um regime que censura, prende, tortura e mata opositores.
É a mesma esquerda que aplaudiu Fidel Castro, defendeu Daniel Ortega e fechou os olhos para os crimes de Maduro.
São os mesmos que enxergam fascismo em qualquer adversário político no Brasil, mas não veem ditadura onde há prisões políticas, fome e censura de imprensa.
Quando María Corina foi impedida de concorrer, poucos líderes da esquerda sul-americana protestaram.
Quando ela ganhou o Nobel da Paz, quase ninguém aplaudiu.
O silêncio não é neutro — é confissão.
O Nobel da Paz e o despertar da consciência latino-americana
Mais do que um prêmio individual, o Nobel da Paz concedido a María Corina Machado é um alerta à América Latina.
Mostra que o mundo está atento ao que muitos preferem ignorar: que a região vive sob o avanço lento, mas constante, do autoritarismo disfarçado de ideologia progressista.
Enquanto a esquerda idolatra ditadores, a verdadeira resistência veste saias, enfrenta fuzis e não se cala.
María Corina simboliza o que o socialismo latino-americano teme: uma mulher livre, que não depende do Estado, que desafia o poder e inspira outros a fazer o mesmo.
Conclusão: quem tem medo da verdade
O Nobel da Paz de María Corina Machado é mais do que uma homenagem — é uma acusação.
Cada aplauso a ela ecoa como uma denúncia ao silêncio dos cúmplices, ao cinismo dos que relativizam a tirania e ao conformismo dos que preferem calar para não contrariar seus aliados ideológicos.
María Corina não chora.
Ela luta.
E, ao fazê-lo, expõe uma verdade que os poderosos deste subcontinente tentam esconder:
a liberdade é incompatível com o autoritarismo — seja ele de direita ou de esquerda.
Olhar Destro — Fatos. Fé. Liberdade. Sempre com olhar destro.
Defendemos a verdade — porque sabemos que, sem liberdade, não há paz.



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