Jovens desempregados: uma geração perdida nas dívidas
Em poucas décadas, o mundo virou de cabeça para baixo. Enquanto os pais conquistavam casa, carro e estabilidade antes dos 30 anos, seus filhos adultos hoje voltam para casa — não por escolha, mas por necessidade.
A geração que cresceu acreditando no discurso “estude, trabalhe e você será recompensado” enfrenta agora um mercado de trabalho saturado, salários estagnados, dívidas impagáveis e um sistema educacional ideologizado e pouco prático.
O resultado? Jovens frustrados, mais pobres e mais infelizes do que seus pais.
De “Pai pobre, filho rico” a “Pai estável, filho endividado”
Durante o pós-guerra, os baby boomers (1946–1964) surfaram uma onda de prosperidade. Havia empregos estáveis, governos que valorizavam o trabalho e um sistema de ensino voltado para resultados concretos. A Geração X (1965–1980) ainda enfrentou crises econômicas, mas encontrou oportunidades no avanço da globalização.
Já os millennials (1981–1996) cresceram acreditando que bastava estudar para alcançar o sucesso. Foram a geração do “você pode ser o que quiser” — até que descobriram que o mundo real não funciona assim. Entraram no mercado de trabalho durante a crise financeira de 2008, com desemprego recorde e custo de vida disparando.
Em seguida, vieram os Gen Z (1997–2012), que enfrentaram a pandemia de 2020, um colapso global de empregos e uma avalanche de desinformação e ansiedade digital. E os Alpha (2013 em diante) já crescem em um ambiente de hiperconectividade, com pais exaustos e uma sociedade sem direção moral ou espiritual clara.
A promessa quebrada da educação
Durante décadas, governos e universidades pregaram que o ensino superior seria o caminho para o sucesso. Mas a realidade se mostrou diferente.
Nos EUA, o custo das faculdades aumentou mais de 747,8% desde 1963, enquanto os salários reais permanecem estagnados. No Brasil, 68% dos alunos afirmam que as mensalidades universitárias são inviáveis, e mais da metade dos beneficiados pelo FIES estão endividados.
Ao mesmo tempo, as universidades se transformaram em centros de doutrinação ideológica, em vez de laboratórios de produtividade. O ensino técnico e científico perdeu espaço para pautas políticas e culturais, e a meritocracia deu lugar ao ativismo.
Em vez de formar profissionais preparados, o sistema fabrica militantes frustrados, sem base emocional nem habilidades práticas.
O resultado é um exército de jovens desempregados, com diplomas caros e pouca aplicabilidade no mundo real.
O colapso da propriedade e o “você não terá nada”
Em 2016, o Fórum Econômico Mundial publicou uma previsão assustadora:
“Você não terá nada e será feliz.” — Ida Auken, Fórum de Davos (2016)
A frase parecia apenas uma provocação futurista, mas vem se concretizando silenciosamente.
A ideia de que a propriedade privada deve ser substituída por um modelo de uso temporário — onde tudo é alugado, compartilhado e controlado por grandes corporações ou governos — é uma ameaça direta à liberdade individual.
A geração atual, incapaz de comprar casa própria ou poupar para o futuro, já vive esse cenário. Ela não possui bens, apenas assinaturas, dívidas e dependência digital.
E enquanto isso, elites políticas e financeiras acumulam poder sobre os meios de produção, informação e comportamento — exatamente como previa a “utopia” de Davos.
A desintegração da família e dos valores cristãos
Os baby boomers e parte da Geração X foram criados sob princípios cristãos sólidos — família, fé, trabalho e comunidade. Esses valores eram o alicerce da sociedade e da prosperidade.
Mas nas últimas décadas, a ideologia progressista infiltrou-se nas escolas, nas universidades e na cultura, minando lentamente essas bases.
O discurso “viva o presente” e “a felicidade vem do consumo e da liberdade total” destruiu o senso de responsabilidade, dever e propósito.
Hoje, a formação de famílias é adiada indefinidamente; o casamento é visto como prisão; a maternidade e a paternidade são tratadas como obstáculos.
O resultado é uma geração sem raízes, sem fé e sem horizonte — e, portanto, mais vulnerável à manipulação política e econômica.
Jovens desempregados, mas hiperconectados
Paradoxalmente, a geração mais conectada da história é também a mais solitária.
As redes sociais amplificam a comparação, o endividamento e a ilusão de sucesso instantâneo. Enquanto os pais construíam patrimônio real, os filhos constroem “imagem digital”.
A psicologia e a economia convergem: o excesso de estímulo e a falta de propósito geram ansiedade, burnout e apatia social.
O mercado de trabalho, por sua vez, não absorve nem recompensa as novas habilidades — apenas explora a criatividade e o tempo livre por salários cada vez menores.
O futuro: servidão confortável ou resistência consciente?
Se nada mudar, a geração atual se tornará o retrato fiel do que o Fórum Econômico Mundial idealizou: indivíduos sem propriedade, sem liberdade e convencidos de que isso é felicidade.
Mas ainda há uma chance de reverter o quadro — e ela passa por três pilares fundamentais:
- Educação real, não ideológica — ensino voltado para tecnologia, economia e ética.
- Retorno aos valores cristãos — reconstruir a família, o senso de propósito e o respeito à vida.
- Valorização da liberdade econômica e da propriedade privada — o indivíduo precisa recuperar o controle sobre seu trabalho, seus bens e seu futuro.
Conclusão
A geração atual não é perdida — ela foi enganada.
Prometeram liberdade, mas entregaram dependência. Falaram de progresso, mas geraram dívidas. Disseram que haveria igualdade, mas criaram submissão.
O desafio agora é despertar antes que o “você não terá nada e será feliz” deixe de ser previsão e se torne realidade permanente.
Olhar Destro — Fatos. Fé. Liberdade. Sempre com olhar destro.
Defendemos a verdade — porque sabemos que, sem liberdade econômica e moral, não há futuro para os jovens.



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