“Os traficantes são vítimas dos usuários”: o Brasil à beira do narcoestado

Os traficantes são vítimas dos usuários

Quando o presidente Lula afirmou que “os traficantes são vítimas dos usuários”, não cometeu uma simples “gafe”, como tentam justificar seus apoiadores. Ele revelou, mais uma vez, a lente ideológica com que enxerga o mundo, uma visão distorcida que transforma criminosos em vítimas e o Estado em cúmplice da desordem.

Essa fala não é um erro isolado. É coerente com o histórico discurso de leniência, relativismo moral e inversão de valores que marcou boa parte da esquerda latino-americana nas últimas décadas.

Lula não se confundiu. Ele apenas disse, em voz alta, o que sempre acreditou.

A retórica da vitimização

A ideia de que o traficante é uma “vítima da sociedade” não é nova. Ela nasce do velho argumento marxista de que o crime é um subproduto da desigualdade, uma tese já refutada por décadas de evidências empíricas. O problema é que, enquanto essa retórica é repetida, o país mergulha cada vez mais fundo em uma realidade assustadora: a da governança criminal.

Segundo um estudo da Cambridge University Press, o Brasil é o país mais dominado por facções criminosas de toda a América Latina. Aproximadamente 26% da população vive sob controle direto do crime organizado, o equivalente a mais de 50 milhões de brasileiros.

Isso significa que mais de um quarto do país vive onde o Estado é apenas uma fachada, e quem dita as regras são o PCC, o Comando Vermelho, as milícias e dezenas de facções menores.

É esse o cenário em que o presidente do país afirma que o traficante é “vítima”.


Da omissão à conivência

Enquanto o governo federal tenta reescrever o sentido das palavras, as facções reescrevem o mapa do Brasil.
Os criminosos não controlam mais apenas o tráfico de drogas, hoje dominam distribuição de gás, internet, transporte, energia, e até cobram “taxa de segurança” de comerciantes e moradores.

Ou seja, o crime não é mais um ator paralelo: é um poder concorrente.

E o Estado? Muitas vezes se torna parceiro involuntário, despejando programas sociais em comunidades onde quem distribui os recursos é o próprio tráfico. A “presença do Estado”, tão propagandeada, se converte em combustível para o crime.

Lula fala em “ações concretas contra o tráfico”, citando apreensões recordes e operações pontuais. Mas as estatísticas mostram que, apesar do espetáculo das apreensões, o crime nunca foi tão forte, e nunca teve tanta influência política, econômica e territorial.


O duplo discurso e a herança ideológica

O mesmo presidente que afirma querer “combater o tráfico” lidera um governo que:

  • Defende a descriminalização das drogas, por meio de ministros, deputados e “intelectuais” aliados;
  • Apoia a soltura de criminosos perigosos, sob o argumento de “direitos humanos”;
  • Nomeia juízes ideologicamente comprometidos que enfraquecem a atuação policial e transformam a impunidade em política de Estado.

Não se trata de contradição, mas de coerência ideológica: o criminoso é visto como produto do sistema, e não como agente moral de suas escolhas.
Nesse raciocínio, punir o bandido é perpetuar a “opressão social”, e o Estado, em vez de garantir justiça, deve “compreender o contexto”.


A fala que revela o país

Quando Lula diz que os traficantes são vítimas dos usuários, ele inverte a lógica da responsabilidade.
Deixa de tratar o crime como escolha e o transforma em reação.
Desobriga o criminoso de culpa e transfere o peso para a sociedade.

Mas o Brasil de hoje não é feito de “vítimas inocentes”.
É feito de reféns, reféns de um Estado paralisado, de uma justiça ideologizada e de facções que governam mais territórios do que prefeitos, governadores e até o próprio Planalto.

O que se vê é um país dividido entre toga e fuzil, onde a lei é relativa e a impunidade é regra.
Enquanto o presidente relativiza a responsabilidade do tráfico, comunidades inteiras vivem sob toque de recolher imposto por facções.


Um país sob governança criminal

Os números falam por si:

  • 26% da população sob domínio direto do crime;
  • Mais de 60 milhões de brasileiros vivendo sob “governo paralelo”;
  • Recorde de decisões judiciais que beneficiam criminosos ou anulam provas de investigações;
  • Aparelhamento ideológico do sistema judicial, com mais de 80% dos ministros dos tribunais superiores indicados por governos de esquerda.

O resultado é previsível: a criminalidade avança, o Estado se retrai e o discurso oficial tenta transformar o caos em sociologia de botequim.


A conclusão inevitável

Não, presidente Lula, os traficantes não são vítimas.
Eles são agentes do terror cotidiano, sustentados por um Estado que perdeu o controle e por uma ideologia que insiste em perdoar o imperdoável.

Chamar traficante de vítima é zombar das mães que enterram filhos todos os dias, dos policiais assassinados em serviço e dos milhões de brasileiros que vivem sob a lei do crime.

Enquanto o Planalto se ocupa em suavizar discursos, o país se consolida como um narcoestado tropical, onde a violência é normalizada e a impunidade é celebrada como virtude.

O verdadeiro “vítima”, senhor presidente, é o cidadão honesto, esse sim, massacrado entre o fuzil do tráfico e a indiferença do governo.

Foto: Lula em discurso. Reprodução YouTube


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