Brasil sob Governança Criminal

governança criminal

Um país governado por quem?

Se você acha que quem manda no Brasil é o Congresso, o Planalto ou o Judiciário, é melhor repensar. Um estudo recém-publicado pela Cambridge University Press mostra algo que muitos brasileiros já sabem no dia a dia: o poder real em vastas regiões do país não é exercido pelo Estado, mas por facções criminosas.

Chamam isso de “Governança Criminal” – quando o crime não apenas comete crimes, mas dita regras, impõe ordem, cobra “impostos” (vulgo arrego ou pedágio) e até “protege” os moradores contra outros crimes.

Segundo a pesquisa, cerca de 14% dos latino-americanos vivem em locais onde o crime governa de fato. Isso significa entre 77 e 101 milhões de pessoas.


O Brasil é campeão – mas na categoria errada

O ranking dos países é alarmante. O Brasil aparece com a maior taxa de Governança Criminal de toda a América Latina. Entre os 18 países pesquisados, o Brasil está no topo: aproximadamente 26% da população vive em áreas governadas por facções ou milícias, isso equivale a algo entre 50 e 60 milhões de brasileiros sob governo do crime. Ou seja, mais da metade dos latinos de toda a América que vivem sob governança criminal são brasileiros.

Compare:

  • Brasil: – 26%
  • Costa Rica: – 13%
  • Honduras: – 11%
  • Equador: – 11%
  • Colômbia: – 9%
  • El Salvador: – 9%
  • Panamá: – 9%
  • México: – 9%
  • Bolívia: – 8%
  • Peru: – 8%
  • República Dominicana: – 7%
  • Guatemala: – 7%
  • Venezuela: – 7%
  • Argentina: – 6%
  • Uruguai: – 6%
  • Chile: – 6%
  • Paraguai: – 5%
  • Nicarágua: – 5%

Esses números desmontam o mito de que “aqui é assim mesmo” e que a violência brasileira é apenas “reflexo da desigualdade”. O estudo mostra que temos um problema de governança, não apenas de pobreza.

Fonte: Uribe, Lessing, Schouela & Stecher, “Criminal Governance in Latin America: Prevalence and Correlates”, Cambridge University Press, 2025.


Presença do Estado não é solução – é parte do problema

Quer uma ironia? O estudo mostra que a Governança Criminal não acontece apenas onde o Estado está ausente, mas muitas vezes onde o Estado está presente. Postos policiais, bases militares, escolas, hospitais – nada disso impede que o crime dite as regras. Pelo contrário: as estatísticas indicam correlação positiva entre presença estatal e presença do crime organizado governando o território.

Isso significa que despejar mais dinheiro em programas sociais, aumentar efetivo policial ou criar novos órgãos de “participação comunitária” pode até reforçar o poder das facções, que se adaptam e passam a controlar também os benefícios que chegam às comunidades.


O que acontece quando o crime governa

Onde há Governança Criminal, há menos crimes comuns, menos furtos, menos brigas de bar. Não porque o cidadão está seguro – mas porque as regras do jogo mudam. O “tribunal” agora é do Comando Vermelho, do PCC, TCP ou da milícia. Quem desobedece paga caro – em dinheiro ou com a própria vida.

O mais chocante: muita gente prefere esse tipo de “ordem” à completa ausência de regras. É a lógica do “antes o crime mande, do que ninguém mande”. E esse dado é crucial: os entrevistados que vivem sob governança criminal têm maior satisfação com o Estado do que aqueles que vivem onde o crime apenas está presente sem governar.

Traduzindo: para uma parte da população, o Estado e o crime não são inimigos, são complementares.


E o Judiciário nisso tudo?

Aqui entra a cereja do bolo. De que adianta polícia prender se o Judiciário solta? O Brasil tem um dos sistemas de Justiça mais politizados do planeta:

  • STF: 11 ministros, 8 indicados pela esquerda.
  • STJ: 34 juízes, 28 indicados pela esquerda.
  • TRFs: 27 juízes, 22 indicados pela esquerda.
  • Desembargadores: 141, 92 indicados pela esquerda.

Resultado: decisões que beneficiam criminosos, afrouxam leis penais e limitam o poder de ação da polícia. É o que se viu na descriminalização do porte de maconha, na soltura de líderes do crime organizado, na anulação de provas contra políticos e no relaxamento de prisões de faccionados por questões “humanitárias”.

Quando o Supremo age como legislador, a mensagem para o crime é clara: pode continuar.


Perguntas que não querem calar

  • Como combater o crime se ele está entranhado no Estado?
    Se 14% do continente já está sob governança criminal e a presença do Estado não resolve, precisamos de políticas que enfraqueçam o poder econômico das facções – bloqueio financeiro, rastreamento de armas, fim das “saidinhas” e punição de juízes que soltam criminosos perigosos.
  • Por que a esquerda é tão complacente com o crime?
    Quando 80% dos ministros de tribunais superiores foram indicados por governos de esquerda, não é coincidência ver decisões que favorecem criminosos. É ideologia: a narrativa de “Estado opressor” e “bandido vítima” alimenta a leniência judicial.
  • E o cidadão comum?
    Fica à mercê. Ou paga ao tráfico, ou paga ao Estado – ou vive refém dos dois.

Conclusão: o Brasil precisa escolher quem governa

A Governança Criminal é um fato, não uma teoria conspiratória. O crime ocupa o vácuo deixado pelo Estado – e às vezes até governa ao lado dele. A solução passa por política de enfrentamento séria, que inclua: reforma do Judiciário, endurecimento das penas, fim de benefícios automáticos, e uma estratégia de retomada territorial.

Enquanto isso não acontecer, o Brasil continuará sendo um país onde a lei é relativa e o poder é disputado entre toga e fuzil.

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