Eleições na Argentina: Javier Milei vence com folga
A vitória de Javier Milei nas eleições legislativas deste domingo (26) marca mais do que uma mudança de forças políticas na Argentina — representa o colapso de um modelo que dominou o país por décadas: o peronismo estatista, a imprensa militante e os institutos de pesquisa desacreditados.
Com quase 41% dos votos e vitória em 16 das 24 províncias, Milei consolidou seu domínio político e se tornou o símbolo da virada conservadora que começa a se espalhar novamente pela América Latina.
Um resultado que calou a velha guarda
A coalizão de Milei conquistou 64 do 127 assentos em disputa, um feito expressivo que pegou a esquerda de surpresa e expôs a distância entre a vontade popular e as narrativas fabricadas pela mídia.
Os institutos de pesquisa, que previam desempenho morno para o libertário, foram completamente desmoralizados. Assim como ocorreu com Donald Trump nos EUA em 2016 e 2024, a “máquina da opinião publicada” tentou moldar a percepção pública e acabou atropelada pela realidade das urnas.
Enquanto o povo argentino votava em massa por mudança, jornalistas de canais progressistas como o Canal 5 simplesmente abandonaram a transmissão ao vivo após o anúncio da vitória de Milei — um retrato fiel da incapacidade da velha mídia de lidar com a derrota ideológica.
A reação dos mercados e o impacto internacional
Logo após o resultado, o peso argentino subiu 10%, demonstrando a confiança renovada de investidores e empresários no novo rumo econômico do país.
A vitória de Milei contou com apoio indireto dos Estados Unidos, especialmente de aliados do ex-presidente Donald Trump, como Scott Bessent, ex-secretário do Tesouro americano. Fontes do mercado financeiro apontam que Bessent comprou pesos argentinos durante o período de baixa, antecipando o resultado e sinalizando um apoio financeiro e político à guinada liberal argentina.
A mídia europeia também repercutiu o resultado, destacando a ascensão de uma nova direita latino-americana que combina agenda liberal na economia e conservadora nos costumes.
O erro fatal da esquerda
A esquerda argentina, liderada pelo peronismo e herdeira de Cristina Kirchner, cometeu um erro estratégico clássico: tentou transformar a eleição em um plebiscito sobre Javier Milei.
O resultado foi devastador. Ao apostar no medo e no discurso do “perigo autoritário”, os progressistas desconectaram-se ainda mais do eleitor médio argentino, cansado da inflação descontrolada, da corrupção sistêmica e da arrogância estatal.
A comparação com o Brasil é inevitável: enquanto a imprensa brasileira celebrou efusivamente a vitória de Lula, seus colegas argentinos entraram em colapso diante da ascensão de Milei.
O contraste escancara a hipocrisia e o viés ideológico que contaminam boa parte da cobertura política latino-americana.
O fenômeno Milei e o fim da hegemonia midiática
A ascensão de Javier Milei é, em muitos aspectos, um espelho do fenômeno Donald Trump: ambos desafiaram o sistema, enfrentaram a imprensa hostil e venceram com base em um discurso direto, populista e antissocialista.
Mesmo sob ataque constante, Milei conseguiu mobilizar o eleitorado do interior, conquistar grande parte da classe média urbana e superar o cerco da velha mídia.
O que aconteceu nas eleições na Argentina é um marco: um candidato liberal e conservador venceu sem depender da aprovação do establishment midiático, universitário ou partidário.
A nova onda conservadora
A vitória de Milei não é um caso isolado. Ela faz parte de um movimento maior de reação conservadora que cresce em diversos países da região.
Com Trump nos EUA, Bukele em El Salvador e agora Milei na Argentina, o continente começa a dar sinais de cansaço com décadas de populismo progressista, corrupção institucional e aparelhamento estatal.
O povo quer menos governo, mais liberdade e mais responsabilidade individual. Quer líderes que falem com clareza, sem o filtro dos “especialistas” e sem o verniz da militância jornalística.
Conclusão: o rugido da liberdade
As eleições na Argentina mostraram que a narrativa progressista não é mais suficiente para conter o avanço da realidade.
O povo argentino, empobrecido por políticas estatistas e desiludido com a velha política, escolheu o caminho da ruptura.
Milei não é apenas um presidente — é o símbolo de uma virada cultural, um grito contra o socialismo disfarçado de democracia e contra o monopólio da verdade imposto pela imprensa militante.
O recado foi dado: a América Latina começa a despertar.
Foto: AGUSTIN MARCARIAN/Reuters
Olhar Destro — Fatos. Fé. Liberdade.
A vitória da verdade sempre começa com uma voz dissonante. Hoje, essa voz fala espanhol — e se chama Javier Milei.



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