Vice-secretário de Estado dos EUA chama Alexandre de Moraes de “juiz fora de controle”

Em nova e contundente crítica ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, acusou o magistrado de colocar em risco séculos de relações diplomáticas entre Brasil e EUA — e classificou o processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão como uma “farsa política”.

 “Os Estados Unidos continuam aguardando que o Brasil contenha o juiz fora de controle Moraes antes que ele destrua completamente a relação de que nossos grandes países desfrutam há mais de dois séculos.”

Landau, indicado pelo governo Trump, não poupou adjetivos: chamou Moraes de “sancionado e violador de direitos humanos” — referência direta às sanções impostas por Washington contra o ministro em 2024, por censura e perseguição política.

“Aumentar punição por resposta de terceiros? Isso é farsa política”

Landau reagiu com indignação:

 “Se esta reportagem for precisa, apenas confirma que todo o processo ‘judicial’ em andamento no Brasil é uma farsa política. Aqueles que afirmam seguir o Estado de Direito não podem aumentar a punição de um réu em função da resposta de terceiros à sua decisão.”

E reforçou:

“Como Donald Trump e Marco Rubio enfatizaram, os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas política e não serão dissuadidos por ameaças judiciais.”

“Não permitiremos que Moraes estenda sua censura ao nosso território”

A resposta do vice-secretário foi direta:

Os Estados Unidos não permitirão que o juiz Moraes estenda seu regime de censura ao nosso território.”

E acrescentou:

“O Brasil está deixando que ele (Alexandre de Moraes) abuse do sistema judicial para perseguir objetivos políticos.”

Contexto: STF condena Bolsonaro por “golpe” — sem armas, sem violência, sem ele estar no país

A condenação de Bolsonaro — por “tentativa de golpe de Estado” — ocorreu em um julgamento conduzido por ministros indicados por adversários políticos diretos:

– Alexandre de Moraes (indicado por Michel Temer) — principal perseguidor de conservadores, votou pela condenação.  

– Flávio Dino (comunista declarado, indicado por Lula) — votou pela condenação.  

– Cármen Lúcia (indicada por Lula em 2006) — votou pela condenação.  

– Cristiano Zanin (advogado de Lula, indicado por ele em 2023) — votou pela condenação.  

– Luiz Fux (indicado por Dilma Rousseff) — único a absolver Bolsonaro, afirmando que “não há provas” de organização criminosa, golpe ou violência.

Fux foi categórico:  

“Não há prova sobre a formação de uma organização criminosa liderada por Bolsonaro que tentou abolir o Estado democrático de direito com um golpe de Estado.”

EUA já reagiram antes: sanções, revogação de vistos e alertas de autoritarismo.

Este não é o primeiro ataque de autoridades americanas a Alexandre de Moraes. Após a condenação de Bolsonaro, Landau afirmou que o ministro “desmantelou o Estado de Direito” e levou as relações entre os dois países ao “ponto mais sombrio em dois séculos”.

Foto: Ton Molina | Nurphoto | Getty Images

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